Da Adufac para o Reitor

11/06/2014 por Gustavo Cardial Putz, nenhum comentário. Comenta ai! »

Destaque à carta aberta ao Reitor da universidade, publicada hoje pela Adufac (Associação de Docentes da Ufac). Dada a extensão, deixo o link da publicação.

Link: Carta aberta ao Reitor da Ufac

“Quem a Adufac representa?!”

Sobre a carta, transcrevo comentário da Profª Catarina Costa, do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Ufac, no Facebook:

“Em quase quatro anos de UFAC nunca recebi nenhum tipo de convite da ADUFAC. Conheci a sede do sindicato no ano passado quando usamos o espaço para um workshop do doutorado.

Vejo diversos colegas que trabalham em outras instituições participando dos seus sindicatos, se envolvendo em ações interessantes e usufruindo de benefícios. A impressão que eu tenho é que a ADUFAC é apenas palco político.

Olhando agora o site, vi que da sua diretoria, pelo menos os que eu conheço, todos apoiaram o professor Jonas na última eleição. Inclusive consta lá o nome de uma professora que foi bastante rude comigo e meu marido em frente ao nosso condomínio na época da eleição (já contei este caso por aqui).

Fico me perguntando quem a ADUFAC representa?!

Dos professores do curso que trabalho, metade não é associado. Os que são já estão aposentando. Dos últimos professores que entraram na instituição e que tenho contato, nenhum é associado.

Pergunto-me ainda, essa carta foi apresentada aos sindicalizados antes de postada? Todos ou a maioria concordou? Assim como falam do reitor e da democracia ou falta, o sindicato também é democrático ou só é quando é do seu interesse?”

Resposta

Intencionalmente ou não, a Profª. Letícia Mamed, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Ufac, respondeu uma das perguntas. Também no Facebook:

“Há cinco anos sou professora da UFAC, compromissada com o ofício que escolhi para a minha vida e acreditando em causas e ideais que hoje são muito facilmente desprezados e ridicularizados. Porque ainda nutro em mim a humana capacidade de me indignar com as coisas, a carta da ADUFAC me representa e posiciona o debate no que efetivamente interessa nesse tempo histórico: a luta pela defesa da universidade pública e gratuita, por um país livre, justo e verdadeiramente democrático.”

Meu comentário

Como aluno, e estando fora da associação, tudo o que ouvi da Adufac nos últimos quatro anos foi “greve”. Assim, por ela nunca nutri simpatia.

Contudo, pela primeira vez gostei de algo que escreveram. E o fato de linkarem os textos que criticam ao fim da carta só aumenta a transparência do debate.

Não concordo com tudo que li, mas universidade é isto: debate.

Se alguns ou muitos na associação tiverem motivação política, paciência – sei que não são todos, e desqualificar o autor não desmerece o discurso. Além disso, finalmente vejo um texto onde não se fala em “salário, autonomia e melhores condições” de forma genérica.

Que a Adufac siga a tendência, publicando seus questionamentos e suas ideias periodicamente em seu site.

Infelizmente, e até paradoxalmente, o texto desmerece o potencial da internet e das redes sociais. Às vezes é mais democrático um debate online, que fica registrado e não se restringe às fronteiras físicas, do que uma reunião presencial, em horário rígido – ainda que aberta a todos.

Por fim, acusador virou acusado: em sua carta, a Adufac refere-se ao comportamento do Prof. José Porfiro, assessor da reitoria, como o de “capitão do mato”. Não entrarei no mérito da veracidade das alegações, sugerindo apenas aos membros da Adufac que, se gravados ou monitorados por quem quer que seja, simplesmente acenem ou ignorem. E sorriam.

Em tempo: os textos que motivaram a carta aberta podem ser encontrados nos links abaixo.

Link: Esclarecimento à Comunidade Universitária (Minoru Kinpara)

Link: Impedir as construções dentro da UFAC (MPF, TCU) (José Porfiro)

Ufac Wars

06/06/2014 por Gustavo Cardial Putz, nenhum comentário. Comenta ai! »

Indico um texto publicado no Facebook pelo professor José Porfiro da Silva, assessor da reitoria da Ufac, o qual não reproduzo aqui apenas por sua extensão.

Link: Impedir as construções dentro da UFAC (MPF, TCU)

Adufac

Não é a primeira vez que a Adufac é acusada, pelo professor Porfiro, de ser utilizada para fins diversos daqueles a que um sindicato de docentes deveria servir.

Quanto a mim, desde a “greve dos 100 dias” vejo com maus olhos esta e qualquer outra associação que tenha defendido uma greve de propostas tão simplórias, principalmente tratando-se de professores universitários.

A acusação do assessor da reitoria é grave. Uma associação formada por professores universitários, ainda que na forma de sindicato, deve ser um grupo de excelência. Como tal, regido por um rigoroso código de ética.

Onde estarão os debates concretos sobre ensino, pesquisa e extensão? Onde estará a auto crítica? Será a administração a única que deve ajustar sua conduta, de forma a melhorar a universidade?

Na última reunião de colegiado de que participei, num certo curso da Ufac, vi professores colocando a culpa por um baixo conceito Enade em tudo: de alunos que cursam disciplinas noutras faculdades à alta variação de professores de outros centros acadêmicos. Tudo foi sugerido – menos olhar ao próprio umbigo, à própria forma de se ministrar disciplinas, às próprias práticas e vícios.

Com base no discurso do professor Porfiro, e somente nele, é esta a mesma conduta que vejo na Adufac.

Gestão, política e sandice

O texto a que dou destaque neste post fala não somente em Adufac, mas também na gestão atual, ou Inova Ufac.

Desde a época das eleições, acompanhei de perto as emoções e perturbações da política universitária. Lembro bem de ter sido ameaçado por integrante de chapa da oposição, por exemplo, quando teci comentários sobre ela neste blog.

E me recordo de ter sido chamado de gênio (pasmem) por integrante da atual administração quando, num post, critiquei todas as chapas, mas defendi a atual eleita.

Acontecimentos como estes ilustram bem a sandice que, por vezes, permeia a política universitária. Não creio ser por mal, é apenas o efeito colateral da política: corromper parte da razão de pessoas inteligentes, até mesmo doutores.

Por isto, só posso recomendar a todos que tomem com cautela toda e qualquer manifestação com sinais de paixão, contra ou a favor de qualquer instância universitária que seja, em redes sociais ou outros meios.

Há sempre um outro lado.

Inova Ufac

Aproveito para recordar que, há dois anos, votei na atual gestão para administrar a universidade.

E ainda acredito que, de todas as opções, esta foi a melhor escolha possível para a Ufac. Não restam dúvidas de que nunca se viu tanto investimento na universidade. Não preciso citar, é visível por todos.

Contudo, há sempre um outro lado.

O mote inovar é ambicioso. E, infelizmente, ainda vejo uma instituição que costuma investir em coisas boas, mas que parece não ter interesse em promover mudanças que sejam inovadoras num contexto nacional. Talvez por serem antipopulares.

A Ufac estava aos pedaços. Neste contexto local, é fácil chamar qualquer melhoria de inovação. Onde está a inovação real?

Enquanto isso, e talvez seguindo a tendência nacional, boa parte dos professores da Ufac não cumprem a carga-horária mínima de aulas estipulada em lei, faltam professores e, pasmem, ainda vemos ilegalidades primárias sendo cometidas em editais.

Também espanta o esforço hercúleo, empregado pela universidade, em não contratar um professor substituto – por sinal, eu – e deixar toda uma turma de Agronomia sem professor de DPLE, e várias turmas de Sistemas de Informação sem professor até o presente momento. Será isto inovação?

Finalmente, e para complementar o tal outro lado, encerro com uma manifestação da Profª. Anelise Maria Regiani, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac.

“Homenagear professor com chafariz? Eu me senti homenageada com as salas e o note, mas chafariz? Me sentiria homenageada se o projeto dos laboratórios de física e química que existe na UFAC desde 1986 saísse do papel. aliás, seria uma excelente homenagem para docentes como Pedroso, Magnésio e Délcio.”

Enfim

A Ufac melhora e, sei disso, continuará a melhorar independente dos embates internos e externos que forem travados.

Contudo, na universidade não se deve ver as pessoas sob a ótica que se adota na política local: situação ou oposição. Para melhorar, criticar é preciso; e entre a crítica exagerada e o silêncio ensurdecedor, fico com o primeiro.

Mas tentarei manter-me sempre longe da sandice política.

A nova inovação: um chafariz

02/06/2014 por Gustavo Cardial 1 comentário »

Incrédulo com o anunciado no Facebook, constatei pessoalmente: a Universidade Federal do Acre gastará mais de meio milhão de reais na construção de um chafariz.

Chafariz

Abordagem ilustrativa

Ao tirar a fotografia acima, fui abordado de uma forma bem interessante por um suposto funcionário da atual gestão da universidade, a quem não me preocupei em perguntar o nome.

Ao ver o que eu acabara de fazer, ele parou o carro da instituição e disparou, pela janela:

- Qual o motivo da fotografia?

- Arquivo pessoal, respondi sem intenção de explicar. Contudo, curioso com o rumo que a conversa tomaria, mudei o discurso. E matei minha curiosidade:

- Na verdade é pra publicar no meu blog, o www.ufac.si, não sei se você conhece.

- Ah, você é aquele rapaz que publica críticas à universidade. Críticas negativas.

- Critico quando é necessário.

- E neste caso, é crítica?

- Bem, já tem gente criticando nas redes sociais. Uma garota da Biologia, Nayara Vilas Bôas, por exemplo.

- Ah, conheço a figura. Ela deve ser nova na universidade, pois…

E aí sucedeu-se aquele discurso maçante de que nas gestões passadas nada era feito. Que, agora, os que criticam não vêem os inúmeros avanços no ensino, na pesquisa e na extensão. A repulsa pela crítica era evidente. Cansado daquilo, tentei finalizar:

- Pois é, por sorte estamos numa universidade, um ambiente onde a crítica deve ser exercida.

O desfecho que consegui extrair foi genial:

- Sim, estamos numa democracia. As críticas são boas porque podem nos fazer perceber quando erramos em algo. Mas é raro, quase sempre estamos certos, e partiu no carro da universidade.

Uma abordagem que ilustra bem a forma de pensar da atual gestão.

Utilização de recursos pela Ufac

Por fim, destaque aos dados coletados e organizados pelo Prof. Sebastião Elviro, acerca dos gastos realizados pela Ufac, e o quê tais recursos poderiam bancar. Imagem disponibilizada pela Profª Raquel Ishii.

Gastos da Ufac

O Comando de Greve dos Técnicos sobre a Biblioteca e o RU

31/05/2014 por Gustavo Cardial Putz, nenhum comentário. Comenta ai! »

Destaque para trechos da “Resposta sobre os Serviços Essenciais”, assinada por Charles Brasil, Coordenador do Comando Local de Greve da Ufac.

“O Comando Local de Greve [...] se reuniu nesta data e deliberou sobre os serviços essenciais [...].

O CLG vem comunicar os setores que considera essenciais para o funcionamento da Ufac nesse período paredista. [...]

Abaixo segue a deliberação conforme os setores.

[...]

  • RU: Não se insere nos serviços essenciais, portanto nenhum(a) trabalhador(a) do quadro da Ufac deve ser requisitado para tais atividades.

[...]

  • Biblioteca: Deve permanecer fechada no período de greve;”

O ofício foi enviado ao Reitor da Ufac, Minoru Martins Kinpara, no dia 24 de março.

Disponibilizo o documento completo no link abaixo.

Link: Ofício 13/2014 do Comando Local de Greve

Unanimidade na Adufac

16/05/2014 por Gustavo Cardial 2 comentários »

Destaque à declaração de Flavio Lofego Encarnação, professor da Universidade Federal do Acre.

“Eu ontem me desfiliei da ADUFAC. A direção atual está investindo há muito tempo em esvaziar as assembleias para decidir paralisações e greves “por unanimidade”.  Estou dando apelidos às paralisações da ADUFAC: tivemos a “paralização dos dez”, a “paralisação dos 22″… quantos terão decidido a próxima?”

Enquanto isso, o site da Adufac anuncia: “Professores da UFAC paralisam suas atividades dia 21 de maio de 2014″.

De acordo com o professor José Porfiro da Silva, assessor da reitoria da Ufac, foram contados 10 docentes na reunião que decidiu a paralisação de maio.

Atualização às 17h30min de 17/05

Em comentário no blog, o professor José Porfiro complementa:

“Gustavo, tinha esta quantidade até o momento em que a professora Sheila se encontrava (vide fotos em que ela aprece na matéria da Adufac). Depois que ela saiu, não tenho informações sobre o quantitativo.”

O motivo do atraso na reforma da Biblioteca (Ufac)

09/04/2014 por Gustavo Cardial 1 comentário »

No dia 9 de dezembro a Ufac notificou a empresa Real Construções Ltda acerca dos sucessivos atrasos na execução da reforma da Biblioteca Central, dando a ela a oportunidade de se manifestar sobre o atraso em 10 dias, tendo em conta a possível aplicação de sanções administrativas com base na lei.

Em resposta, que disponibilizo à comunidade acadêmica, a empresa esclarece os reais motivos do atraso.

Veja nos seguintes links.

Link: Parecer da Real Construções Ltda (parte 1)
Link: Parecer da Real Construções Ltda (parte 2)

Auto-proclamação

16/03/2014 por Gustavo Cardial 2 comentários »

Ontem ocorreu uma interessante (embora curta) troca de mensagens no grupo da Universidade Federal do Acre, no Facebook, a qual me limitarei a reproduzir aqui.

Tirem suas próprias conclusões.

Max Araújo, atual membro discente no Conselho Universitário, divulgou a notícia de que a Ufac adquiriu 250 datashows para equipar as salas de aula.

Em poucos minutos, seu irmão Maik Araújo comentou a publicação: “Sim, excelente… E foi uma de nossas reivindicações em uma reunião do DAVET com o reitoria da UFAC”.

O que se sucedeu, então, foi o esclarecedor comentário de Edvandro Reckziegel, Analista em TI da universidade:

Quando foi essa reunião, Maik? Porque eu como membro do Comitê Gestor de Tecnologia da Informação posso afirmar que esta ação está prevista no PDTI, elaborado no ano passado com a participação de representantes de todas as pró-reitorias, Adufac, Sintest, DCE, Campus Floresta, CAP, Reitoria, e mais alguns que não me recordo, e provavelmente quando vocês tiveram essa reunião esta ação já estava prevista no PDTI. Para aqueles que desconhecem o PDTI e qual é a sua finalidade, segue link dá página do CGTI.

Link: Comitê Gestor de TI (Ufac)

Vazamentos e segurança no armazenamento de senhas

23/02/2014 por Gustavo Cardial 8 comentários »

Postado originalmente em 27/06/2012

***

Aconteceu há umas semanas. Você provavelmente ouviu falar:

Vazamento do LinkedIn

Vazamentos como esse são mais comuns do que parecem, e em sites de todos os portes. Aliás, além do LinkedIn, os usuários dos sites Last.fm e eHarmony também tiveram suas senhas expostas recentemente.

A primeira coisa a se evitar, é claro, são os acessos não autorizados a um banco de dados. Mas uma vez que a invasão aconteça, estará tudo perdido? Em outras palavras, quando ocorre o vazamento duma base de dados, será inevitável que as senhas ali armazenadas sejam utilizadas por terceiros?

Felizmente, a resposta é não.

Tudo depende de implementarmos um armazenamento seguro de senhas. Este post é sobre isso.

» Leia mais: Vazamentos e segurança no armazenamento de senhas

Na Ufac, aulas de Educação Física em meio aos carros

21/02/2014 por Gustavo Cardial Putz, nenhum comentário. Comenta ai! »

Na Ufac, aulas de Educação Física acontecem em meio aos carros dos estacionamentos por falta de local adequado.

E serviços são realizados em horários que não só atrapalham o andamento das aulas, como também colocam alunos em risco. Hoje, por exemplo, uma aluna tomou um pequeno susto ao ser atingida por estilhaços de arame farpado.

Destaque para o vídeo protesto gravado por alunos, onde dão a palavra ao professor Mauro de Deus, que pode ser acessado no link abaixo.

Link: Manifestação do professor Mauro de Deus

Segundo a Ufac, 62 disciplinas sem professor

17/02/2014 por Gustavo Cardial Putz, nenhum comentário. Comenta ai! »

No dia 9 de janeiro a Universidade Federal do Acre respondeu à minha solicitação de informação referente à quantidade de disciplinas do semestre letivo 2013/02 que se encontram sem docente lotado.

Segundo o relatório que me foi encaminhado, sessenta e duas disciplinas da Ufac estavam sem professor ainda no mês passado.

Vale ressaltar que, além deste relatório, recebi também outro referente às disciplinas que cada professor ministra. E, como esperado, há professores ministrando menos aulas do que a lei determina.

Não fosse isto, o número de disciplinas sem professor seria menor, é claro.

Disponibilizo aqui o relatório onde constam as sessenta e duas disciplinas. Reitero que o documento me foi encaminhado pela própria universidade, sob o amparo da lei.

Quanto à lista de professores e disciplinas que ministram, disponibilizarei num próximo post.

Link: Ufac 2013/02 – Disciplinas sem professor